Mercado Imobiliário

[DEMO] Avaliação bancária sobe 18,7%

26 Agosto 2025 · Vida Imobiliária

A subida foi de 34 euros face a junho. Foi o Alentejo que registou a maior subida face ao mês anterior, de 4,2%.

[DEMO] Avaliação bancária sobe 18,7%

Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.

Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.

O valor mediano de avaliação bancária na habitação, usado como base na concessão de crédito, atingiu os 1.945 euros por metro quadrado no mês de julho. São mais 18,7% que em igual mês do ano passado, e mais 34 euros que no mês anterior.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) dão conta de que o Alentejo registou a subida mensal mais expressiva do conjunto, de 4,2%, e não se verificou qualquer descida nas restantes regiões do país.

Na comparação com julho de 2024, o valor mediano das avaliações aumentou de forma mais expressiva na Península de Setúbal, com uma subida de 24,2%. Também não se registaram descidas neste caso.

No que diz respeito aos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária atingiu os 2.254 euros por metro quadrado, mais 2,1% do que em julho, e mais 24% face a igual mês do ano passado. A Grande Lisboa e o Algarve têm os valores mais elevados, de 2.990 e 2.642 euros por metro quadrado, respetivamente. O Alentejo tem os valores mais baixos, de 1.419 euros por metro quadrado. Mas foi a Península de Setúbal que registou a maior subida homóloga, de 25,6%. Não se registou qualquer descida.

Já no que toca as moradias, o valor mediano da avaliação bancária foi de 1.414 euros por metro quadrado, mais 1,8% que no mês anterior e mais 10% que em igual mês do ano passado. Os valores mais altos observaram-se em Lisboa, com 2.707 euros por metro quadrado, e no Algarve, com 2.505 euros por metro quadrado. O Centro e o Alentejo têm os valores mais baixos, de 1.053 e 1.149 euros por metro quadrado. Mas os Açores registaram a maior subida do país, de 17,8%.

As regiões da Grande Lisboa, o Algarve, a Península de Setúbal, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país em 52,0%, 34,5%, 18,8%, 14,9% e 7,3%, respetivamente. Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país, de -50,3%, -49,8% e -49,1%, respetivamente.

Neste mês de julho, foram feitas 33.800 avaliações bancárias, uma subida de 3,8% face ao mês anterior, e mais 3,7% em termos homólogos.

Taxas de juro descem para 3,385%

Em paralelo, a taxa de juro implícita do conjunto dos contratos de crédito à habitação desceu em julho para os 3.385%, menos 9,4 pontos base face ao mês anterior.

Segundo o INE, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro desceu de 2,951% em junho para 2,897% em julho.

Já a prestação média fixou-se em 394 euros, valor idêntico ao mês anterior, traduzindo uma descida de 11 euros comparativamente a julho de 2024. Em julho, a parcela relativa a juros representou 51% da prestação média.

No caso dos novos contratos, o valor médio da prestação subiu 5 euros, para 635 euros, mais 3,9% que no ano passado.

O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 593 euros, atingindo os 72.270 euros.

Créditos da imagem: © Towfiqu Barbhuiya | Unsplash