Mercado Imobiliário
[DEMO] Número de edifícios licenciados desce 14,2%
O número de edifícios licenciados em Portugal diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025. Já os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar registaram um aumento de 16%.
Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.
Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.
De acordo com o INE, no quarto trimestre de 2025 foram licenciados cerca de 5,8 mil edifícios em Portugal, o que representa uma diminuição homóloga de 14,2%, após o recuo de 2,6% observado no trimestre anterior. Do total de edifícios licenciados, 77% destinaram-se a construções novas e, destes, 82,5% tinham como finalidade a habitação familiar. Foram ainda licenciados 273 edifícios para demolição, correspondendo a 4,7% do total.
A redução do número de edifícios licenciados foi transversal a todas as regiões do país, com as maiores quedas registadas na Península de Setúbal (-34,2%), no Alentejo (-25,5%) e no Algarve (-23,3%).
As construções novas licenciadas diminuíram 11,4% em termos homólogos e 7,7% face ao trimestre anterior. Também as obras de reabilitação apresentaram uma quebra significativa, com uma redução de 22% em relação ao mesmo período de 2024 e de 12% face ao trimestre precedente. Regionalmente, a diminuição das novas construções foi observada em todo o território, destacando-se novamente a Península de Setúbal (-32,7%) e o Alentejo (-20,2%).
Apesar da descida no número de edifícios licenciados, o número de fogos em construções novas para habitação familiar aumentou. No quarto trimestre foram licenciados 10,9 mil fogos.
A Grande Lisboa registou o maior crescimento, com um aumento de 89%, seguida pelo Norte (+19%), Oeste e Vale do Tejo (+16,8%), Centro (+5,4%) e Algarve (+5,2%). Nas restantes regiões verificaram-se diminuições, nomeadamente na Península de Setúbal (-37,6%), Região Autónoma da Madeira (-31,3%), Alentejo (-23,8%) e Região Autónoma dos Açores (-6,8%). O crescimento na Grande Lisboa foi impulsionado sobretudo pelos municípios de Lisboa, Sintra e Oeiras.
A área total licenciada registou também um aumento de 2,9% em termos homólogos, após uma forte quebra de 24,9% no trimestre anterior. O Algarve apresentou o maior crescimento (+55,9%), seguido da Grande Lisboa (+29,2%), Oeste e Vale do Tejo (+8,2%), Açores (+6,7%) e Centro (+0,3%). No Algarve, a subida foi influenciada pelo licenciamento de novos fogos e de empreendimentos turísticos, sobretudo nos municípios de Lagos e Silves.
Em termos regionais, o Norte manteve-se como a principal região em licenciamento, concentrando 38,4% dos edifícios licenciados, 39,4% das construções novas e 34% dos edifícios destinados a reabilitação. O Centro surge em segundo lugar, enquanto o Oeste e Vale do Tejo ocupa a terceira posição no total de edifícios licenciados e nas construções novas. No caso das obras de reabilitação, a terceira posição pertence à Grande Lisboa.
Relativamente aos fogos licenciados em novas construções para habitação familiar, o Norte concentrou 45,4% do total nacional, seguido da Grande Lisboa (17,8%) e do Centro (15,2%).
A análise municipal revela ainda fortes assimetrias. Os cinco municípios com maior aumento absoluto concentraram 17,9% do total nacional de fogos licenciados e registaram um acréscimo conjunto de 954 fogos (+79,2%). Em sentido contrário, os cinco municípios com maior redução absoluta registaram menos 563 fogos licenciados, uma queda de 41,7% face ao mesmo período do ano anterior.
Ao longo de 2025, o licenciamento de edifícios apresentou um crescimento nos primeiros meses do ano, com variações positivas entre janeiro e maio. A primeira inversão ocorreu em junho, com uma quebra de 3,4%, sinalizando o início de uma desaceleração. No quarto trimestre, a tendência negativa acentuou-se, com quedas homólogas de 10,2% em outubro, 13,1% em novembro e 20,6% em dezembro.
Créditos imagem: © Ivan Bandura | Unsplash