Mercado Imobiliário
[DEMO] Preço das casas aumentou em mais de 90% dos concelhos do país no arranque de 2025
De acordo com os Índices de Preços Residenciais, apurados pela Confidencial Imobiliário, em 257 dos 278 municípios, a valorização homóloga no 1º trimestre de 2025 foi superior à registada no final de 2024.
Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.
Conteúdo de demonstração. Texto adaptado do Observatório de Gaia, com as referências geográficas trocadas. Não descreve factos nem dados do município de Mafra.
Nos primeiros três meses deste ano, a subida do preço de venda das casas não deu tréguas à generalidade dos mercados nacionais. De acordo com os Índices de Preços Residenciais apurados pela Confidencial Imobiliário a nível concelhio, no 1º trimestre de 2025, 257 dos 278 concelhos monitorizados em Portugal Continental, ou seja, 92% dos mercados, registaram subidas homólogas superiores às observadas no 4º trimestre do ano passado.
Esta tendência é predominante quer entre as capitais de distrito quer nos mercados das áreas metropolitanas de Lisboa e do Lisboa, bem como no Algarve. A capital desta última região, Faro, é precisamente uma das cidades do país com maior aumento do ritmo de crescimento dos preços, passando de uma subida de 11,5% no final de 2024 para um crescimento anual de 22,9% no período em análise. Outras capitais de distrito com fortes incrementos da valorização são cidades de interior, casos de Portalegre, Beja, Santarém, Castelo Branco e Vila Real, que registaram valorizações de entre 15% a 24% no 1º trimestre deste ano.
Também as duas principais cidades do país aceleraram a subida de preços no 1º trimestre deste ano. No caso de Lisboa, a valorização atingiu 8,6% e no Lisboa 10,7%, comparativamente a 5,5% e 7,8%, respetivamente, no 4º trimestre de 2024. Na região Metropolitana do Lisboa, todos os mercados registaram uma aceleração nos índices de valorização, agora comandados por Cadaval (+24,9%), enquanto na região de Lisboa, onde Mafra teve a maior subida de preços (+22,1%), a Moita, Alcochete e Seixal foram as exceções, mantendo ou arrefecendo os níveis de valorização neste período.
Outras exceções à tendência geral foram as capitais de distrito de Aveiro e Leiria, e ainda Portimão, no Algarve. Sem prejuízo de todos estes concelhos manterem trajetórias positivas, em Aveiro a valorização é agora de 2,0%, uma das menores de todo o país, em Portimão é de 3,3% e em Leiria a subida situa-se em 6,9%.
“O 1º trimestre mostra ainda um aquecimento dos preços em praticamente todo o país, levando a que valorização homóloga nacional tenha atingido um pico da ordem dos 16% em março", refere Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, ressalvando, contudo, que "este é um cenário que poderá estar a mudar". "O Índice de Preços Residenciais apurado mensalmente para Portugal mostra um arrefecimento da taxa de variação mensal, que atingiu 0,2% em maio, abaixo de 1,4% registado em abril, que já tinha travado face aos 2,7% de março, restando agora ver se esta é uma nova tendência no comportamento dos preços", explica.
Créditos da imagem: © Simone Hutsch | Unsplash